Homem-Aranha estreou no MCU em Capitão América:Guerra Civil de 2016 e foi uma sensação, pois era o sonho de 10 entre 10 fãs do herói. E não fez feio, mostrando um Aranha adolescente em início de carreira. No ano seguinte, ganhou um filme em parceria entre Sony e Marvel Studios. E totalmente integrado ao MCU, tanto que Tony Stark de Robert Downey Jr participou do filme como o mentor de Peter. E veio Vingadores Guerra Infinita e Ultimato e este último lançou um problema para os escritores Chris McKenna, Erik Sommers e para o diretor John Watts, o que fazer com os personagens que voltaram depois de 5 anos? Como o diretor de Homem-Aranha Longe de Casa já havia falado, eles tiveram poucas informações e foram os únicos a saber o final de Ultimato, então tiveram que ficar reescrevendo o roteiro durante a produção. Mas, felizmente o filme não ficou prejudicado. Na verdade é um filme muito divertido. Até mesmo porque o filme não se preocupa em explicar a conveniência de todos da turma de Peter terem sido apagados por Thanos e agora todos estão de volta com a mesmas idades. Como era um processo aleatório, realmente isso era possível. Mas é muito difícil falar do filme sem dar alguns spoiler, mas vou tentar.

O Homem-Aranha é quem mais sente a falta de Tony Stark

Homem-Aranha Longe de Casa faz, logo no inicio do filme, uma homenagem aos Vingadores mortos, principalmente ao Homem de Ferro. Durante toda a película a presença de Tony Stark é sentida, seja na música, em uma parede pintada com a imagem do Homem de Ferro, seja na falta que Peter sente dele. O mote da história é sobre quem tomará o lugar de Stark como o maior herói do mundo, mas Peter não se acha capaz. E após cinco anos que foi blipado (o termo foi inventado pelos alunos da escola de Peter), a única coisa que ele quer é tirar férias. O peso do mundo, a cobrança se ele será o novo Homem de Ferro, tudo isso o deixa no limite. Afinal ele é só um garoto. E é assim que o filme começa, com ele se preparando para viajar com os colegas de classe para a Europa. A tia May sabendo que ele é o Aranha (ela descobriu no último minuto do De Volta ao Lar) e aceita muito bem o oficio do sobrinho, além de incentivar. Ele não quis levar o uniforme e ela o coloca em sua mala, sem ele saber. Mas lógico que as férias não saem como ele quer e os vilões que já tínhamos visto nos trailers aparecem, os Elementais. E Mysterio também aparece como o herói. Nick Fury junta o Homem-Aranha com Mysterio, que vem de outra realidade, onde os Elementais destruíram seu mundo. Ou seja, ele prova ao Peter que existe o multiverso. O interessante é que Mysterio diz que a Terra de Peter é a 616, a mesma dos quadrinhos. Bem sacada a referência. Na verdade o filme é rechegado de easter eggs, que fazem referência ao primeiro Homem de Ferro, à outros filmes da Marvel, além dos quadrinhos. Se você é fã de longa data irá perceber a maioria.

Jake Gyllenhaal está muito bem como Mysterio

Homem-Aranha Longe de Casa é divertido, emocionante e com boas doses de ação. Mas é uma história de um adolescente em viagem, o filme tem toda a classe de Peter como alívio cômico, ao mesmo tempo que eles são uma dor de cabeça para ele. Eles têm as cenas mais engraçadas do filme, junto ao Happy e confusões como os filmes de Jonh Hughes.

O roteiro cadencia bastante a viagem de Peter com sua classe com o tempo de ação do Homem-Aranha, dando um bom destaque para MJ. Muito bem no papel, Zandaya realmente mostra talento e uma ótima química com Tom Holland, que faz tão bem quanto foi a química de Tobey Maguire com Kirsten Dunst. Marisa Tomei continua sendo ótima com sua tia May, agora envolvida amorosamente com Happy Hogan, o sempre ótimo Jon Favreau. As tiradas dele são bem engraçadas. Jake Gyllenhaal está muito bem como Mysterio, e faz o papel do novo mentor de Peter, é simpático e mostra que sabe alternar emoções nas cenas. Como sempre Sam Jackson impõe respeito como Nick Fury, com as tiradas mais sarcásticas do filme. E foi dito pelo diretor que ele improvisou várias falas. Mas a estrela é realmente Tom Halland. Ele incorpora o Peter dos quadrinhos com excelência. Falastrão, piadista, mas responsável e cheio de culpa, é emocionante vê-lo só sofrendo com os eventos. Ele transmite a culpa e ao mesmo tempo a inteligência que Peter tem nos quadrinhos. Realmente o rapaz é o dono do jogo.

Zandaya é muito talentosa e tem uma química muito boa com Tom Holland

As cenas de ação são variadas, com lutas bem coreografadas, mas o destaque é para a luta final em que parece que estamos lendo aquele gibi do Homem-Aranha, com suas lutas fantástica com incríveis efeitos especias. Essa luta é realmente de uma grandiosidade que contrasta com o primeiro filme, que era bem mais contido. Mas este não é um filme dos Vingadores, então não espere ser grandioso, na verdade é bem mais intimista, mais um filme de estudantes viajando, que se não fosse o Homem-Aranha seria facilmente uma comédia e das boas. Como disse, o filme é muito divertido, com ótimas cenas de ação e o roteiro mostra algumas reviravoltas que explicam muita coisa da história.

Samuel L Jackson volta como Nick Fury, ótimo como sempre

A Marvel enche o filme de humor misturado a drama. Como mostrado nos trailers, Peter recebe os óculos de Tony Stark, mas ele é mais que parece no trailer, na verdade, os óculos são importantíssimo para o desenvolviemento da história. Tanto que quando Peter faz mal uso dele, ele tem uma das cenas mais engraçadas, mas também das mais perigosas para seus colegas.

E mais uma vez a Marvel mostra que nada é sagrado no que não pode ser melhorado. Brincando com o problema de identidade secreta, MJ confronta Peter dizendo que ele é o Homem-Aranha. Isso não é spoiler, está nos trailers. Deste que Tony Stark, em seu primeiro filme e o primeiro da Marvel Studios, admitiu que era o Homem de Ferro, praticamente o Homem-Aranha é o único que possui uma identidade secreta. Mas o filme mostra, que diferente dos quadrinhos, as pessoas que convivem com Peter, percebem que ele some, o Aranha aparece, o Aranha vai embora e Peter aparece. A Marvel sinaliza que o anacronismo da identidade secreta era realmente um problema que o estúdio não precisava.

E falando em piada, o sentindo de aranha está no filme, embora tenha sido apresentado em Vingadores: Guerra Infinita. Aqui ele é chamado de “Arrepio do Peter” e tanto a tia May quanto Happy não cansam de fazer piada.

O filme fecha a terceira fase do MCU, da saga do Infinito, ao mesmo tempo que dá pistas para o que está por vir. Na verdade, as cenas pós-créditos são importantíssimas, que podem levar a franquia do Homem-Aranha para uma direção totalmente inesperada ao mesmo tempo que faz os fãs entrarem em parafuso, pois pode ter mostrado qual pode ser a nova saga que será o fio condutor do MCU a partir de então. Nisso a Marvel sempre fez nos quadrinhos e está fazendo também no MCU, ela não tem medo de mudar, evoluir. Se Ultimato fechou um ciclo, este filme pode estar iniciando outro. Se realmente a Marvel Studios ir nesta direção, parece que os fãs terão mais alguns anos de teorias mirabolantes para o MCU.

E há uma participam especial em uma cena pós-créditos que deixou tanto a mim quanto ao público surpresos e satisfeitos ao mesmo tampo. Foi demais.

O filme nos mostra que a Marvel pode dar outra direção ao Escalador de Paredes
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