The Boys foi uma série de revistas em quadrinhos americana criada por Garth Ennis e Darick Robertson publicada entre 2006 e 2012, em 72 edições, além de uma minissérie em seis edições lançada em 2009, chamada Herogasm. A HQ começou sendo publicada pela DC Comics, em sua linha editorial Wildstorm, depois continuada pela Dynamite Entertainment. A série era a visão de Ennis sobre pessoas com superpoderes, no qual ele achava que se fosse real, todos seriam uns cretinos. Fazendo sátira ao mundo dos heróis fantasiados, a série era recheada de nudez, violência e crítica ao mundo da política, negócios e celebridades.

Hughie, Leitinho, Bruto e Francês, Os Rapazes

The Boys, a série da Amazon Prime baseada nesta HQ, foi lançada no dia 26 de julho e apresenta uma adaptação com bastante liberdade para contar a história dos Rapazes contra seus principais algozes, Os Sete. A série bebe na fonte sem nunca ser uma cópia fiel, pois houve muitas modificações em relação a história e personagens. A primeira delas é um componente do grupo, que nos quadrinhos era um alienígena e para manter o tom mais pé no chão, mudaram para um personagem humano, o Translúcido. E a Vought-American passa a ser Vought-Internacional. A Vought é a corporação que patrocina os Super-Heróis, e tem sua maior estrela o time de heróis Os Sete. Eles são a versão da Liga da Justiça deste universo e sua imagem é explorada exatamente como os estúdios fazem com seus filmes, com lancheiras, brinquedos e tudo o que o marketing é capaz de criar.

Os Sete são a versão Liga da Justiça deste universo. Mais celebridades que heróis.

A série de 8 episódios mostra a origem dos Rapazes, ou os Caras, como na dublagem brasileira vem chamando, um pouco diferente do que nos quadrinhos. E, como disse, é uma adaptação que teve muita liberdade, então, mesmo que você já tenha lido a série, ainda assim ela será até inédita para você.

Mas vamos nos ater a série, sem muita comparação a HQ. O roteiro é bem amarrado, com a história fluindo bem, embora alguns episódios há o recurso de flashback para podermos nos situar em determinados eventos. O principal nome da série é Karl Urban, que faz o papel de Billy Açougueiro (Butcher no original), que na tradução no Brasil passou a ser Billy Bruto. À vontade no papel, ele é, como seu nome, bem bruto, frio e do tipo que os fins justificam os meios. Tanto na parte cômica, quanto violenta, Urban mostra seu talento e comando o show. Todos os outros atores ficaram bem no papel, mas o que mais impressionou foi Antony Starr, o Capitão Pátria. Ele dá um show, mostrando uma faceta bem debochada, ao mesmo tempo maléfica ao seu personagem. Impressionante quando ele faz cara de bom moço para o público e logo muda seu semblante. O personagem tem várias camadas, você até entende o que ele se tornou, mas a série e a grande interpretação de Starr não deixa o público se afeicoar a ele, pois ele é cruel, sanguinário e não mostra um único remorso pelo que faz.

O “Superman” dos Sete, Capitão Pátria é um psicopata que goste de controle

A série dá muito mais profundidade a seus personagens, principalmente o restante dos Sete. Tirando o Capitão Pátria e a Rainha Maeve, os outros membros só estavam ali para apoiar a história na HQ, sem muita coisa sobre eles. Agora eles possuem mais personalidade, além de um propósito para suas vidas, além da Vought. Já a violência característica das HQs está lá, mas em menor proporção, já que esse era um recurso usado por Ennis para chocar e não era o foco das histórias. Mas ainda assim são cenas fortes. Como mostrado no trailer, Bruto usa um super-bebê que lança raios pelos olhos que parte ao meio vários agentes, enquanto em outra cena, um super é acertado na perna e tem fratura exposta.

Bruto não vê problema algum em matar os supers, pois acredita que nenhum presta

A série respeita o material original, mas não o copia e leva a história para eventos diferentes ou até dá um novo contexto a alguns para encaixar nesta série. Ao dar personalidades aos personagens menores e criar alguns novos, consegue dar um ar inédito a história dos Rapazes. Mas a série consegue ainda, mesmo fazendo uma história própria, manter a crítica ao mundo das celebridades, satirizando em forma de história de super-heróis.

Em um momento sereno de Bruto, partindo ao meio agentes da Vought
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