Os Cavaleiros do Zodíaco ( Saint Seya no original),obra de Masami Kurumada, foi um anime que fez muito sucesso no Brasil nos anos 90, o que ajudou a popularizar as animações nipônicas nas terras tupiniquins. Agora a Netflix lançou uma nova versão que respeita e atualiza o original.

Os Cavaleiros do Zodíaco mostra a história de Seya, nos tempos atuais, mas sem descartar a obra original. Na verdade, este anime, agora em 3D, utiliza a mesma história, mudando alguns aspectos, mas se mantendo idêntico ao original. A história de Seya treinando para se tornar o Cavaleiro de Bronze de Pégasus foi o que mais sofreu mudanças, mas essencialmente é o mesmo. Os outros cavaleiros tiveram pouquíssimas modificações, apenas um detalhe ou outro nas suas origens. Shiryu (Cavaleiro de Dragão) e Hyoga (Cavaleiro de Cisne) praticamente não mudaram, em história e personalidade. Já Shun (Cavaleiro de Andrômeda) foi o que mais mudou, pois deixou de ser homem e passou a ser uma mulher. Alguns críticos condenaram a mudança do personagem, mas isso não mudou em nada o andamento da história.

A série teve algumas modificações, mas é essencialmente o mesmo

O que mudou bastante foi a armaduras dos Cavaleiros, embora elas não sejam inéditas. A primeira versão, que foram substituídas após eles passarem pelas Doze Casas no anime original, não aparece, já sendo usadas as armaduras segunda versão. E sem as tiaras. Dessa vez também não tem que carrega-las como mochilas, pois as armaduras se tornam pingentes.

Outra mudança que teve foi a presença de um novo personagem, um antagonista humano, visto que na série original apenas Ares era o vilão que fazia todos os outros Cavaleiros atacarem Seya e seus amigos. Isso muda e muito em relação ao original, pois esse vilão tem um passado com o avô de Saori, a encarnação de Atenas. E vem com um exército, que acaba enfrentando os Cavaleiros, mostrando que eles não são como os personagens de Dragon Ball que conseguem destruir planetas. Os Cavaleiros não são tão poderosos que conseguem destruir um exército somente levantando um dedo. E outra mudança aqui é que Saori sabe quem ela é deste o início.

Sem enrolação, a série ficou muito mais dinâmica. As principais mudanças é que Saori sabe que é a reencarnação de Atena, e Shun agora é mulher.

A história é mais enxuta que o anime original, o que faz muita coisa desnecessária que havia no original ser deixada de lado e partir para o que realmente importa, que é as lutas e fazer a história andar. Sem a enrolação típica da série e com mais atitudes por parte dos protagonistas, a série melhor muito a história dos Cavaleiros do Zodíaco. Em apenas 6 episódios, somos apresentados a todos os protagonistas, a verdade sobre Atena e união entre os Cavaleiros, a apresentação de um novo vilão e a chegada de Ikki de Fênix, irmão de Shun. Sem embromação e direto ao ponto, Cavaleiros do Zodíaco irá conquistar a nova geração, além de também agradar aos antigos fãs do anime.

Com um roteiro mais enxuto, uma história mais atualizada, design 3D que ainda assim utiliza os traços do anime original, Os Cavaleiros do Zodíaco da Netflix é um acerto. Pode não ser o melhor anime de todos os tempos, nem o melhor atual, mas é interessante e vale a pena pela nostalgia.

Ikki é o mais poderoso, mas dessa vez seus cavaleiros negros não são fruto do poder do “cosmo”, mas usam tecnologia, o que é inédito na série.

A segunda temporada já foi anunciada pela Netflix.

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