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A nova temporada de She-Ra e as Princesas do Poder chega na Netflix com o intuito de enriquecer a mitologia da série. Com 13 episódios, diferente da temporada passada que teve apenas 6, a série tem a intensão de finalmente apresentar um pouco mais de Mara, a She-Ra original, e sua história, além de se aprofundar mais na história de Eternia e de seus habitantes.

Mara, a She-Ra original

Está é a temporada da provação. Todos os principais personagens estão tentando se provar, que são mais do que apenas o que se esperam deles, ou tentando achar seus papeis no intricado tecido da vida. Deste Adora, que luta contra o destino de que seja apenas She-Ra até Hordak, que na temporada passada nos foi revelado que era um clone defeituoso do líder da Horda.

Adora descobre o segredo de Mara

Os conflitos se intensificam, com Adora e Cintilante, agora como Rainha de Lua Clara e líder máxima da rebelião, tendo embates sobre a importância de suas escolhas em choque. Adora não concorda com a nova rainha seguir os conselhos de Sombria, enquanto Cintilante se sente excluída, pois como rainha não pode mais participar das batalhas ao lado da amiga e do Arqueiro.

Felina cada vez mais obcecada por conquistar Etéria

Cada vez mais obcecada, Felina está onde sempre quis, Capitã da Horda, vencendo a rebelião, quase com toda Etéria aos seus pés, mas não está satisfeita. Pelo contrário, sente a solidão cada vez maior, pois abre mão de todas as amizades que poderia para conseguir seu intento, principalmente de sua mais leal amiga, Scorpia. E essa postura cobra seu preço. Felina não se sente completa e começa uma espiral de autodestruição.

Também começamos a descobrir a verdade sobre Mara, a She-Ra original e seu papel na história de Etéria. E nada é o que parece ou é simples. Ela possui uma história maior do que foi mostrado e seu papel é muito relevante para o planeta.

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Hordak conseguirá conquistar o planeta?

Explorando com muita profundidade os relacionamentos dos personagens, a série segue forte em apresentar uma história sólida que mostra todo o conflito da She-Ra e o futuro de todos em Etéria, tanto vilões, quanto heróis. Nenhum deles é unidimensional, Felina sente-se abandonada por todos, tentando provar que é a mais forte, mas na verdade sente falta daquilo que não conseguiu e é a coisa que ela mais queria, uma família. Não é à toa que é uma das personagens mais importantes e interessante da série. Tudo o que ela faz é para tapar o buraco em seu coração, pois acredita que deve ser a mais forte. Seu coração é negro, não porque ela simplesmente nasceu assim, mas sua vida foi tão difícil e sofrida, que o abandono da sua melhor amiga, Adora e a rejeição de Sombria, que via como sua mãe a levaram até esse ponto. E ela agora não consegue sair disso.

Nesta temporada a amizade de Adora e Cintilante ficará abalada

Adora não é uma personagem desinteressante, sendo a protagonista, ela enfrenta muitos problemas parecidos com sua ex-amiga, mas não se deixou contaminar pela dor e sofrimento. Mas não significa que não tenha que sofrer pelo caminho que escolheu. Ela sente que precisa se provar o tempo todo, ainda mais que não aceita que o destino a controla. Todas as implicações de ser alguém que tem que descobrir seu papel no mundo está lá, deste dúvidas até negação.

E uma das melhores coisas da série é seus personagens, que são ricos e variados. A série não se furtou de apresentar nem personagens LGBT+, nem uma insinuação de um romance homoafetivo. E embora a comédia seja um ingrediente muito forte, não significa que eles não sejam sombrios ou ecléticos. É interessante fazer um paralelo da série da Netflix com sua versão dos anos 80. Enquanto a nova versão possui profundidade e mostra uma incrível melhora em todos os aspectos, a primeira versão era rasa, descartável e bem sexualizada. Afinal, a She-Ra dos anos 80 era apenas para os garotos e não era realmente voltado para o público feminino.

Um novo e interessante personagem fará sua estreia

E falando em personagens, o novo que estreou nesta temporada é um verdadeiro achado. Double Trap, um metamorfo que assume a forma de outras pessoas, tem a personalidade de um ator canastrão, sarcástico e afetado. Ele não só muda a forma, mas também “incorpora o papel” e o faz como se fosse um ator em uma peça. Uma performance que engrandece mais ainda a série.

O final da temporada tem uma ponto de ruptura que leva a série em uma direção única, que pode indicar que a próxima temporada possa ser a última. Não há como saber o que o desenrolar da história aguarda à heroína e à rebelião, mas uma coisa podemos ter certeza, será uma grande história.

Todas as temporadas de She-Ra e as Princesas do Poder estão disponíveis na Netflix.

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